terça-feira, 17 de março de 2015

PEDIR DESCULPAS


O MOTIVO DE PEDIR DESCULPAS

 

PARA QUEM SE PERDEU E NÃO ENCONTRA MOTIVO DE PEDIR DESCULPAS

 

Certa vez assisti a um filme de humor escrachado americano (gosto de babaquice para desanuviar, experimentem!), e o que vem ao caso é que  a sucessão de cenas de um cidadão afro descendente que exagera nas peraltices buscando ser preso, e toda vez que se entregava, os responsáveis pela prisão diziam que não era culpa dele e deixavam de lado (me perdoem não lembrar o nome do filme), posto se tratar de culpa histórica praticada em desfavor dos demais afro descendentes pelos colonizadores.

 

Mas o propósito aqui, é que, em alguns momentos temos que agir como revoltosos, recobrando a juventude, outras como bombeiros, em virtude da necessidade de que a população sofrida recobre ao nível mínimo não a confiança, porque esta já se foi lá atrás, mas o respeito a instituição até que solução institucional seja encontrada, seja impeachment ou renúncia.

 

Neste patamar, a Presidente, ontem fez referência ao passado sofrido que viveu, e, como decorrência dele, sofrida que ainda visivelmente está do período de repressão (note-se que não conseguiu superar, em perfil comum aos demais companheiros), deve ter vivido na cadeia (perdeu dentes) sofrimento de tortura que gerou a credencial política conferida nas urnas.

 

Todavia, esta mesma credencial, não contou com um dado que a tornaria imune, quase de maneira patológica, a uma necessidade pública de fazer frente a algo que não se esquece, que é a morte do servidor da embaixada Americana que em nada tinha com o movimento de repressão, e, que, certamente, é “fantasma” que assombrará a vida da Presidente e cobrará desta uma atitude de caráter humano, as sinceras desculpas, acompanhada da correção de atos decorrentes.

 

Não será a anistia que a perdoará, porque este fantasma mora de maneira muito bem escondida nos recônditos mais escondidos do interior da mente, e, como a todo assassino, cobra inexoravelmente sempre que a lembrança é recobrada.

 

Este cenário remete a criação de estrutura mental de defesa, deixando que a consciência não fique atrapalhando os atos da rotina da vida diária, criando a burla, e, com isto, o desvio do real sentido de pedir desculpas e de perdoar.

 

Esta alteração da psique, é visível na atitude reflexa ao perdão que aponta como solução ao pedido de perdão o fato de que o erro tem que ser devidamente indicado.

 

Tenho comigo que assumir que culpa a tapa na cadeia é dolorido, todavia, este fato tem que ser esquecido porque a nação que hoje vive é absolutamente diferente do que foi naquele tempo, e, todos merecemos, que se a Presidente necessita de tratamento psicológico para superar a dor vivida, que faça em favor da nação, vai conseguir lidar com os fantasmas internos.

 

Ou seja, a Presidente vive hoje o cenário de ter sido acolhida como o rapaz do filme, por conta da história, mas esta atitude tem limite, e é para ontem, visto que a sangria decorrente está gerando asfixia própria e da população.

 

Onde comprovo meu ponto de vista, é muito evidente a atitude de que a Presidente tem em relação a quem é pego de forma inconteste com a mão na bolsa alheia; todavia, quando você dia e noite trata a pessoa como amigo, e, este trai a confiança, é evidente que a atitude coerente é a remessa as vias legais cabíveis.

O que não é compatível com o processo de perdão, é o fato de alijar da possibilidade de perdão esta pessoa, ou seja, a Presidente não pede perdão, porque não desculpa, e não desculpa porque não consegue lidar com seus próprios fantasmas.

O perdão não é sinônimo de retirada da responsabilidade legal cabível.

Pedir perdão Sra. Presidente, é decorrente do fato de causar mal, e, por vezes, o fato de você prometer algo, e, tomar atitude diferente se torna passível de reconhecer que sua palavra não valeu de nada, e com isto, ser coerente e sensível à mágoa alheia, e pedir perdão é a atitude coerente a tomar, somente os seres humanos tem esta capacidade.

 

Falo isto para criar padrões mínimos de governabilidade em favor tão somente da população, até que ocorra o impeachment, ou plebiscito para o impeachment, ou, ainda, a renúncia, por outros fatores que vão muito além deste e que são fatores de absoluta falta de condições de governabilidade decorrentes das questões financeiras e administrativas, que deixam claro não estarem mais nas mãos deste governo os destinos.

 

Peça desculpa com sinceridade, mude de conduta, Sra. Presidente e verá os resultados da população, não estou com isto traindo o que acredito diante dos fatos e direitos decorrentes, tenho coerência, mas do jeito que está o caminho é insustentável.

 

Hélio Barreto.

LAGRIMAS PERICLITANTES


Lágrima periclitante

 
Toda lágrima guarda três categorias de significados, o que a pessoa sentiu, o que quis expressar para quem vê, e, por último, o que foi sentido por quem viu.
Diversos são os estudos sobre exposição de sentimentos, mas me concentro em lágrimas, porque tem a força de modificar costumes, ditar novas formas de estabelecer relações, acalmar, solidarizar, etc.
Há lágrimas espontâneas e estudadas, laboradas, para garantir ao expectador, por estudado reflexo ou reação que se comporte de acordo com o objeto da lágrima.
Existem lágrimas estudadas situacionais, ou seja, que de acordo com o local e momento, vertem-se para atingir objetivos.
Há quem passe a vida achando que seus males e mazelas devem ser chorados por todos, como se os outros não tivessem sofrido ou que seu sofrimento tem que servir de solidariedade a vida toda, sem virar a página, há limite até para isto
 
Para se depurar o que é real do imaginário, do que é projetado para atingir seus fins, é necessário entender em que situações diversas e anteriores a lágrima vertida não ocorreria.
Diante deste fato, figuras públicas estudam e gozam de assessores hábeis ao projeto de verter lágrima, chorar em doses controladas ou romper em prantos.
As escolas de teatro, marqueteiros, psicólogos, psiquiatras e no mister forense específico, se estuda a lágrima, e, no contingente do meliante, a lágrima nem sempre representa arrependimento, via de regra, meio pelo qual se busca minimizar da ação de autoridade sobre a rés furtiva.
Sobre rés furtiva, existem momentos dos quais, vários estudiosos sustentam que perigosos traficantes colocam a disposição da polícia a quantia de X de um lado para ser 100X passar despercebidos.
Há comportamentos distorcidos, que buscam tirar fotos ao lado de autoridades para buscar ter a sensação de impunidade ou mascarar situações de possível vexame, cabe a autoridade perceber e não se deixar ser refém de situações de embaraços públicos. Juiz não tira foto ao lado de traficante ou qualquer criminoso ou criminoso em potencial.
Há manifestações acéfalas, que por vezes são insufladas por agentes de estado que designam datas próximas a datas em que o Governo pode desdobrar o bem em mal, por isto, sequer reage as provocações, faz dela captio diminutio.
O processo de impeachment de Collor instalados, tinha menos pré requisitos que os existentes contra o atual Governo, e, diante da reação do Governo, se via que a manifestação tinha muito de seu próprio interesse, ou seja, apoia a existência de manifestos, como ladrões que se aproximam de autoridade para tirar fotos e contar com falsa sensação de impunidade.
Ontem o MPF anunciava a prisão do membro do PT e processo contra o contador, quando a Primeira Mandatária, interrompe, fala chora, com lágrima de ácido de bateria, estudada a derreter corações e debelar multidões, e, em outro momento, fala de 30 anos de redemocratização, comemora o novo CPC e tira fotos com autoridades que podem lhe julgar.
Se fosse em outros tempos, o povo seria tolo e entraria no golpe,; não mais, o processo de carregar multidões no bico, através de jogo de xadrez, foi erradicado com a descoberta da terceira dimensão, em que nada escapa da percepção.
O volume de gente nas ruas demonstra que o processo de medo e tentativa de controle das situações, tirando o foco do objeto comum mais latente a saída do governo, por não mais representar as aspirações reveladas nas urnas em contrato quebrado pelo governo, em razão de exercício contínuo descontrolado e desgovernado, nem medidas anticorrupção oportunistas vão apagar do sentimento coletivo a necessidade de saída deste governo.
Por fim, é oportuno lembrar as lideranças dos movimentos, ora acéfalas em razão de fixação de datas e respostas coerentes conquanto focadas e determinadas, associadas a resultados, deverão se converter em novas práticas de modo a ter resultado prático, do contrário servirão de instrumento de lágrimas de crocodilo do governo.
Se não houver foco legal, como é o caso do plebiscito para retirada do governo, resultado da quebra de contrato entre as promessas de campanha e o resultado das urnas, que atinge a todos, devido ao contrato social celebrados, iremos de manifestação em manifestação até o final do governo, sem resultado prático, já fiz minha parte, requeri ao Presidente da Camara a providência do processo de impeachment ou plebiscito para tanto, se quiserem resultado prático, mudem o rumo, porque com o rumo errado Cabral das Índias veio ao Brasil.
Hélio Barreto.