Lágrima periclitante
Toda lágrima guarda
três categorias de significados, o que a pessoa sentiu, o que quis expressar
para quem vê, e, por último, o que foi sentido por quem viu.
Diversos são os
estudos sobre exposição de sentimentos, mas me concentro em lágrimas, porque
tem a força de modificar costumes, ditar novas formas de estabelecer relações,
acalmar, solidarizar, etc.
Há lágrimas
espontâneas e estudadas, laboradas, para garantir ao expectador, por estudado
reflexo ou reação que se comporte de acordo com o objeto da lágrima.
Existem lágrimas
estudadas situacionais, ou seja, que de acordo com o local e momento, vertem-se
para atingir objetivos.
Há quem passe a vida achando que seus males e mazelas devem ser chorados por todos, como se os outros não tivessem sofrido ou que seu sofrimento tem que servir de solidariedade a vida toda, sem virar a página, há limite até para isto
Para se depurar o
que é real do imaginário, do que é projetado para atingir seus fins, é necessário
entender em que situações diversas e anteriores a lágrima vertida não
ocorreria.
Diante deste fato,
figuras públicas estudam e gozam de assessores hábeis ao projeto de verter
lágrima, chorar em doses controladas ou romper em prantos.
As escolas de
teatro, marqueteiros, psicólogos, psiquiatras e no mister forense específico,
se estuda a lágrima, e, no contingente do meliante, a lágrima nem sempre
representa arrependimento, via de regra, meio pelo qual se busca minimizar da
ação de autoridade sobre a rés furtiva.
Sobre rés furtiva,
existem momentos dos quais, vários estudiosos sustentam que perigosos
traficantes colocam a disposição da polícia a quantia de X de um lado para ser
100X passar despercebidos.
Há comportamentos
distorcidos, que buscam tirar fotos ao lado de autoridades para buscar ter a
sensação de impunidade ou mascarar situações de possível vexame, cabe a
autoridade perceber e não se deixar ser refém de situações de embaraços
públicos. Juiz não tira foto ao lado de traficante ou qualquer criminoso ou criminoso em potencial.
Há manifestações
acéfalas, que por vezes são insufladas por agentes de estado que designam datas
próximas a datas em que o Governo pode desdobrar o bem em mal, por isto, sequer
reage as provocações, faz dela captio diminutio.
O processo de
impeachment de Collor instalados, tinha menos pré requisitos que os existentes
contra o atual Governo, e, diante da reação do Governo, se via que a
manifestação tinha muito de seu próprio interesse, ou seja, apoia a existência
de manifestos, como ladrões que se aproximam de autoridade para tirar fotos e
contar com falsa sensação de impunidade.
Ontem o MPF
anunciava a prisão do membro do PT e processo contra o contador, quando a
Primeira Mandatária, interrompe, fala chora, com lágrima de ácido de bateria,
estudada a derreter corações e debelar multidões, e, em outro momento, fala de
30 anos de redemocratização, comemora o novo CPC e tira fotos com autoridades
que podem lhe julgar.
Se fosse em outros
tempos, o povo seria tolo e entraria no golpe,; não mais, o processo de
carregar multidões no bico, através de jogo de xadrez, foi erradicado com a
descoberta da terceira dimensão, em que nada escapa da percepção.
O volume de gente
nas ruas demonstra que o processo de medo e tentativa de controle das
situações, tirando o foco do objeto comum mais latente a saída do governo, por
não mais representar as aspirações reveladas nas urnas em contrato quebrado
pelo governo, em razão de exercício contínuo descontrolado e desgovernado, nem
medidas anticorrupção oportunistas vão apagar do sentimento coletivo a
necessidade de saída deste governo.
Por fim, é oportuno
lembrar as lideranças dos movimentos, ora acéfalas em razão de fixação de datas
e respostas coerentes conquanto focadas e determinadas, associadas a
resultados, deverão se converter em novas práticas de modo a ter resultado
prático, do contrário servirão de instrumento de lágrimas de crocodilo do
governo.
Se não houver foco
legal, como é o caso do plebiscito para retirada do governo, resultado da
quebra de contrato entre as promessas de campanha e o resultado das urnas, que
atinge a todos, devido ao contrato social celebrados, iremos de manifestação em
manifestação até o final do governo, sem resultado prático, já fiz minha parte,
requeri ao Presidente da Camara a providência do processo de impeachment ou
plebiscito para tanto, se quiserem resultado prático, mudem o rumo, porque com
o rumo errado Cabral das Índias veio ao Brasil.
Hélio Barreto.
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